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Sonntag, 9. Juni 2013
The Exodus Decoded
Mittwoch, 8. Mai 2013
Será que voce me ama
Aqui pode ouvir a mensagem em portugues:
Será que voce me ama?
No Domingo 5 de maio pregei na Igreja evangelica Livre em São Paulo
Será que voce me ama?
No Domingo 5 de maio pregei na Igreja evangelica Livre em São Paulo
Capela do Redentor
Donnerstag, 4. Oktober 2012
Estudo biblico - sobre a a COMPREENSÃO DO HOMEM Parte 7
COMPREENSÃO DO HOMEM Parte 7
IV. A QUEDA DO HOMEM
Conteúdo:
A. A possibilidade
de pecar
a)
A promessa da
aliança
b)
A condição da
aliança
c)
O julgamento no
caso da violação da aliança
d)
A previsão do
cumprimento da aliança
e)
A única
possibilidade de pecar
B. A possibilidade
de tentação do homem
a)
A livre vontade
do homem necessitava da possibilidade de decisão
b)
A comunhão do
amor precisava estar baseada na livre e espontânea vontade
c)
A obediência
constitui a condição moral para se governar
d)
A tendência santa
do homem precisava ser aprovada, a fim de se transformar em caráter santo
C. A pré-história
da queda
D. A tentação
a)
A dúvida da
palavra de Deus
b)
A negação da
palavra de Deus
c)
A palavra de
Satanás
E. A queda
IV. A QUEDA DO HOMEM
Uma das mais bonitas promessas da Bíblia mostra também a queda.
(Sl. 125:1) – Os que confiam no Senhor e não cairão.
O homem (Adão) não confiou em Deus e caiu. Contudo, dentro da humanidade
caída, ainda podemos ouvir o chamado de Deus ao arrependimento.
(Ap. 2:5) – “Lembra-te, pois, de onde caíste.”
O homem caiu fora da comunhão com Deus.
A) A POSSIBILIDADE
DE PECAR
Deus estabeleceu uma Aliança com Adão. Esta aliança regulamentou o
relacionamento de comunhão entre Deus e Adão. Esta aliança tinha uma promessa e
uma condição.
a)
A promessa da Aliança
(Gn. 2:17) – Vida eterna
O objetivo de Deus era a vida eterna numa comunhão perfeita com o
homem. Esta comunhão é a mesma existente entre Deus Pai e Deus Filho, Jesus.
(Veja Gn. 3:22-24).
b) A condição da
Aliança
(Gn. 2:16-17) – Não comerás!
Deus deu uma ordem – “Não comerás da árvore do
conhecimento do bem e do mal.” Através desta ordem, Deus exigiu obediência e
confiança.
c)
O castigo na violação da Aliança
(Gn. 2:17) – “...certamente morrerás.”
A morte do homem, provocada pela desobediência, tem um amplo
significado. A morte espiritual é a separação entre Deus e o homem, enquanto
que a morte física é a separação entre a parte material e a parte não material
do ser humano.
d) Os pré-requisitos para
cumprir a Aliança
Adão era capaz de viver na Aliança com Deus. Ele vivia num ambiente
perfeito e tinha um corpo perfeito (Gn. 1:31; 2:15). Nem Adão, nem o lugar onde
viveu, foi envenenado pelo pecado. Adão também tinha uma tarefa e uma vocação
significativa (com sentido), as quais ocupavam o seu tempo.
(Gn. 2:15) –
“Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Édem para
cultivar e o guardar.”
Deus o advertiu da possibilidade de violação da Aliança. O homem
sabia que existia a possibilidade de pecar. Ele era capaz de identificar o seu
ponto fraco. Neste mandamento, era intenção de Deus dar muito mais ao homem, do
que tirar-lhe. Além, disso o homem não
estava só. Deus providenciou a Adão uma companheira que lhe era digna e idônea.
(Gn. 2:18) – “... uma auxiliadora que lhe seja idônea.”
Com isso, o homem vivia em comunhão com uma pessoa da mesma espécie.
A maior proteção para a Aliança era a comunhão com Deus. Deus viva
junto, em contato direto com os homens.
e) A única possibilidade
de pecar
A única possibilidade de pecar era a violação da Aliança. Somente a
desobediência ao mandamento do Senhor poderia provocar isso e o homem tinha a
possibilidade e a capacidade para tal.
B) A POSSIBILIDADE DE
TENTAÇÃO
Assim, surgem perguntas, tais como: Por que Deus deu ao homem um
mandamento, sabendo que na ausência deste, o homem jamais teria pecado? Por que
Deus plantou a árvore do conhecimento do bem e do mal no jardim? Por que Deus
criou o homem com a possibilidade de pecar? Por que? Por que? Por que?
As respostas a essas perguntas são encontradas apenas na natureza e
no destino do homem. O homem é um ser com uma personalidade moral. A
personalidade moral exige a liberdade de auto-determinação.
a)
A vontade livre do homem dependia da possibilidade de
decisão.
Deus criou o homem à sua imagem. O homem não foi criado para ser um
escravo ou simplesmente uma máquina ou uma marionete. Deus queria a decisão do
homem a favor dÊle. Por isso, Deus lhe deu uma personalidade à imagem de Deus.
A personalidade inclui a livre e espontânea vontade do homem. Logo, o ser
humano precisava da possibilidade de decisão. A vontade livre do homem
necessita da possibilidade de decisão.
b) O relacionamento de
amor necessita de uma base de liberdade.
O objetivo de Deus, em seu relacionamento com o homem,
era unir os dois através do amor. Deus não queria uma obediência fria e
mecânica, mas uma comunhão fundamentada no amor mútuo. Este amor daria origem
ao respeito mútuo.
O amor só pode nascer em liberdade. O amor não pode ser
ordenado. Logo, para possuir a
capacidade de amar, o homem precisava da possibilidade de não amar, Esta é a
razão pela qual Deus concedeu ao homem a liberdade de decisão.
c) A exigência moral para o governo é a
obediência.
O ser humano possui vocação para o governo. Ele deve
governar sobre a terra. O governo exige como pré-requisito a obediência. Como
uma pessoa pode governar sem ao menos conhecer como é a vida do governado?
d) A aptidão santa
precisava passar pela provação, a fim de se tornar um caráter santo.
O homem possuía uma aptidão santa, mas não era uma
pessoa santa. Para se tornar uma pessoa santa, com um caráter santo, ele
precisava ter a liberdade de decidir pela santidade. Somente através da livre e
espontânea escolha, ela poderia se tornar um ser santo.
O fato de Deus ter criado o homem como um ser livre,
com uma personalidade, com auto-determinação, com capacidade de amar, com
vocação para governar e ainda com uma aptidão santa, inclui a sua possibilidade
de livre escolha.
C) A
PRÉ-HISTÓRIA DA QUEDA DO HOMEM (UMA TEORIA)
O pecado já existia no universo bem antes do homem. A
existência do diabo – Satanás (Gn. 3:1 – a serpente), prova, isso. Sobre a
origem do diabo, não temos uma declaração clara na Bíblia. No meio da teologia
cristã, uma teoria é a mais aceita:
Satanás já estava no mundo antes da criação do homem.
Este fato é confirmado pela presença o diabo no Paraíso. Satanás, o pecado
invadiu o universo e por meio de Adão, a humanidade foi contaminada.
(Rm. 5:12) – “Portanto, assim como
por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a
morte passou a todos os homens porque todos pecaram.”
O pecado surgiu de Satanás, antigamente conhecido como
Lúcifer (Portador da Luz), o qual é o príncipe das trevas. (Veja Ez. 28 e Is.
14.) ) seu pecado era, é e continua sendo “Eu quero !” A sua emancipação,
rebelião e independência caracterizam o pecado. Segundo Isaías 14, Lúcifer não
conseguiu atingir o propósito do seu coração. Ele lança estes pensamentos e
atitudes sobre o homem (Gn. 3:5). No fim dos tempos, este “pecado” se revela no
“homem do pecado”, na iniquidade (II Tes. 2:3), que é o Anticristo.
(II Tes. 2:4) – “o qual se opõe e se
levanta contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto, a ponto de
assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.”
Podemos ver que o método diabólico da tentação
continuou sendo o mesmo. A humanidade, separada de Deus, prossegue seu caminho,
escolhido por Adão, até o fim. Em palavras mais simples, Gênesis 3 relata este
fato histórico, a queda do homem. No Novo testamento, a queda do homem,
relatada no Velho Testamento, é confirmada (Jó 8:44; II Cor. 11:3; I Ti. 2:14;
Ap. 12:9;20:2).
O último Adão – CRISTO – passou pela mesma tentação,
mas venceu.
Antes da queda, o homem tinha as duas possibilidades –
de pecar ou não pecar. Na queda, ele perdeu a possibilidade de “não pecar”.
Antes da queda, Adão sabia o que era bom e o que seria
mal. Após a queda, Adão sabia o que era mal e o que seria bom.
Freitag, 28. September 2012
Estudo biblico - sobre a a COMPREENSÃO DO HOMEM Parte 6
4 A unidade da personalidade humana
Introdução
O homem é uma personalidade. A característica típica de uma
personalidade é a individualidade, a unidade. A unidade da personalidade tem
sua origem na união das capacidades psíquicas: vontade, sentimento e
intelectuo. Outro componente importante é a harmonia entre o corpo, a alma e o
espírito. O homem possui uma consciência tridimensional.
a)
Consciência de Deus
c)
Consciência do mundo
a)
Deus mesmo era o
objetivo final da criação do homem. este deve viver a favor de Deus. A comunhão
com seu criador dá sentido ao ser humano. Se ele tivesse este propósito, seu
Espírito deveria ter capacidade de se comunicar com o de reconhecer e de
receber o que vem de Deus. Ele sabe que há um Deus. Chamamos isto de Consciência de Deus.
(Rm. 1:21)
–“porquanto, tendo conhecimento de Deus
não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes se tornaram nulos em
seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato:”
b)
Quando Deus deu
ao espírito uma moradia na terra, através do corpo humano, estes dois elementos
formaram a alma vivente. A Alma, que unifica o espírito e o corpo, concedeu ao
homem a sua individualidade, o seu ser, o seu ego. A psique, a alma, que possui
as capacidades de pensar, sentir e querer, é o centro da personalidade humana.
Ela é a essência do ser humano, pois deu ao homem a capacidade de se
conscientizar de si mesmo. Chamamos isto de Consciência de si mesmo ou
Auto-consciência.
(Gn. 2:7) – “...e o homem passou a ser alma vivente.”
c)
O homem vive no
mundo material. Ele necessita da possibilidade de se relacionar com o seu mundo.
Através dos órgãos dos sentidos: audição, visão, tato, paladar e olfato,
podemos Ter contato com o ambiente em que vivemos, podemos conhecer o nosso
mundo. Chamamos isto de Consciência ambiental ou Consciência do mundo.
(Gn. 2:19) – “...trouxe-os ao homem, para ver como
este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse
seria o nome deles.”
Lutero comparou esta tricomposição do homem com o tabernáculo santo
do povo de Israel: Na mesma figura é simbolizado o homem cristão. O espírito é
o “Sanctum Santuorum”, o Santo dos Santos, a moradia de Deus, na fé escura sem
luz, pois ele crê no que não viu, no que não sente e não compreende.
A alma é o “Sanctum”, o Santo. Aqui se encontram sete luzes. Estas
são as variedades da mente: compreensão, conhecimento, comparação das coisas
corporais e visíveis. O corpo é o “Atrium”, o átrio. Este está aberto a todo
mundo, a fim de que vejamos o que ele faz e como vive.” Conclusão: A unidade da
personalidade está baseada na união das suas capacidades psíquicas: intelecto,
sentimento e vontade.
Vontade
- -
Interlectuo - Sentimento
A unidade da personalidade também depende da harmonia entre o corpo,
a alma e o espírito.
Espírito
- -
Corpo - Alma
A unidade na diversidade depende do governo de um único. O espírito
deve governar o homem – ligação com o Espírito Santo de Deus.
(Gl. 5:16) – “Digo, porém: Andai no Espírito, e
jamais satisfareis à concupiscência da carne.”
(Gl. 5:18) – “Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a
lei.”
(Gl. 5:25) – “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.”
(Rm. 8:16) – “O próprio Espírito testifica com o
nosso espírito que somos filhos de Deus.”
B) A união entre corpo e
alma
a)
O corpo é a entrada de informação para a alma.
A importação para a vida psíquica acontece através dos cinco órgãos
dos sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar. Este processo é chamado
de cognição sensual e tem as seguintes fases:
1.
Estímulo Externo: processo
físico
Por exemplo: quando a luz incide sobre os olhos.
2.
Sensibilidade: processo
fisiológico
Transmissão do estímulo ao cérebro, através dos nervos reflexo
incondicional
3.
Percepção: processo
psicológico
O cérebro analisa e avalia a informação e reage.
Ação consciente.
4.
Conceito: processo
psicológico
Com a percepção, o estímulo é localizado, separado dos outros e
comparado com acontecimentos passados, a fim de provocar a reação certa. Assim,
se forma um conceito.
5.
Imaginação: processo
psicológico
Ao final do estímulo físico, é possível acontecer a imaginação da
percepção.
6.
Fantasia: processo
psicológico
Sem estímulo externo, a união de imaginações dá origem à fantasia.
b) O corpo concede
à alma, a possibilidade de expressão.
Como a alma constitui o íntimo do homem, ela quer se expressar ao
seu mundo.
Eu penso – por isso quero dizer
Eu sinto. – por isso quero mostrar
Eu quero – por isso pretendo agir
Esta é a exportação da alma. O corpo a capacita maravilhosamente a
se expressar.
Os olhos – as janelas da alma
A voz – falar, contar, chorar, rir
Os membros – movimentos de todo tipo
Os nervos – mímica, etc.
O corpo não é a prisão da alma, mas o propiciador da expressão. O
corpo serve ao espírito, da mesma forma.
c)
A interação entre o corpo e a alma
(Paralelismo psíco – físico ou psíco – somático)
A influência que o corpo exerce sobre a alma e que esta, por sua
vez, exerce sobre o corpo, é chamada de “relacionamento psicossomático”. Logo,
doenças físicas influenciam a alma e vice-versa. Por exemplo: depressões
provocam dor de cabeça, doenças destinárias ou cardíacas. Do mesmo modo,
infecções e traumas físicos podem provocar frustações e depressões. Por isso é
muito importante que parte do ser humano governe a si próprio.
-
O governo do
corpo sobre a alma: os instintos naturais são dominantes. Se o corpo não se
satisfaz, a pessoa entra em depressão.
-
O governo da alma
sobre o corpo: O auto-controle é necessário até um certo ponto. Se a alma fica
sobrecarregada, a pessoa fica doente.
-
O governo do
espírito sobre a pessoa: Este só é possível à pessoa que nasceu de novo. O ser
possível à pessoa que nasceu de novo. O ser humano pode entrar em harmonia
consigo mesmo, com o corpo e com a alma.
As doenças sempre possuem um relacionamento psicossomático. A
interação entre o corpo e a alma é fundamental à saúde da pessoa. As pesquisas
mostram que a maioria das doenças físicas são de origem psíquica. Existem ainda
as neuroses, as doenças que o paciente sente fisicamente e que não têm cura e
diagnóstico físico.
Nós desculpamos pessoas doentes, quando estas mostram falhas em suas
obrigações e responsabilidades. Um homem doente não pode ser culpado pelo seu
estado físico e por sua fraqueza. Ele merece respeito e atenção, sem precisar
mostrar serviço.
As neuroses têm sua origem no
conflito entre os impulsos e sentidos naturais e a consciência moral. Neste
caso, a pessoa não assume uma posição radical, como por exemplo, viver segundo
seus impulsos ou viver conforme seus padrões morais, mas uma síntese das duas.
Esta síntese concede a pessoa a possibilidade de viver com sentimento de
inocência, mas ao mesmo tempo, não se distancia. O “sobre ego” castiga, mas não
condena. Esta sínteses, os jeitinhos da alma, prejudicam a saúde emocional. São
basicamente cinco os processos:
a)
A repressão
O não querer que seja verdade; simplesmente negar o fato e a
realidade.
b) A
racionalização
Após praticar o ato, a pessoa o justifica (encontra uma razão)
ficticiamente.
c)
A sublimação
Transmissão de motivações instintivas em realizações moralmente
altas
d) A projeção
Projeção de impulsos próprios, que são rejeitados em outras pessoas
e)
A compensação
Cobrir o complexo de inferioridade com atividade e esforço
O conflito no psique do homem causa doenças. No primeiro mundo (EUA
e Europa, 56% dos leitos dos hospitais são ocupados por pessoas com doenças
psíquicas. As doenças dependem do comportamento do paciente: passivo e
melancólico ou ativo e agitado. Muitos desses problemas têm como causa o
sentimento de culpa. O tratamento psicológico. Considerando que existe culpa real
e complexos de culpa, que provocam doenças mentais, precisamos tratar ambas as
fontes. Se houver culpa real, pecado, somente o perdão pode resolver o
problema. Se houver um complexo de culpa, este poderá ser resolvido com um
tratamento de aconselhamento e instrução, com uma terapia.
Quando tratamos o complexo de culpa através do perdão, não
resolvemos a causa da neurose. O paciente apenas desloca o objeto e a causa da
culpa. Logo, irá se sentir novamente culpado por um pecado que não cometeu. Por
outro lado, se quisermos resolver o problema da culpa real através de um
tratamento psicológico, não solucionaremos nada. Somente a confissão, o
arrependimento e o perdão podem ajudar, podem solucionar a culpa real. Isso
pode acontecer num ato imediato, enquanto que em tratamentos na área da
psicanálise, a solução pode ocupar até 2000 sessões.
A Bíblia nos indica claramente o relacionamento entre alma e corpo
(Sl. 32:3-4; Sl. 51:9-10; Sl. 52:9). Quando existe pecado real, não é um
remédio ou um tratamento psicológico que irá trazer a cura, mas a ligação do
espírito com o Senhor Jesus Cristo, que é a Vida!
(Sl. 62:8) – “Confiai nele, ó povo, em todo tempo;
derramai perante ele o vosso coração: Deus é o nosso refúgio.”
A influência que a psique tem sobre o corpo pode se tornar um fardo
insuportável. Se a alma está sobrecarregada, o corpo não equilibra a pessoa,
deixando-a fisicamente doente. Se houver um relacionamento com Deus através do
espírito, o alívio será possível. Assim, a psique tem uma ventilação para a
sobrecarga emocional.
(Mt. 11:28) – “Vinde a mim todos os que estais
cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.
C) O relacionamento entre
Alma e Espírito
a) A influência da alma
sobre o espírito
O que o corpo é para a psique, também é para o espírito. Através da
alma, o mundo exterior influencia o espírito (importação) e este, por sua vez,
influencia o corpo através da alma (exportação).
A alma pode alimentar e fortalecer ou enfraquecer e ferir o
espírito, dependendo do conteúdo e da concepção psíquica. A alma é a porta de
entrada do espírito – os olhos, os ouvidos, a boca dos mesmo. Os livros que
lemos, as palavras que ouvimos, as imagens que vemos, tudo isto, não enche
apenas a nossa alma, mas também o nosso espírito (Sl. 119:11; Mt. 10:35).
Nosso psique está sempre ativo. Não existe um vácuo. Os pensamentos,
as emoções e a vontade estão sempre ativos, mesmo quando o corpo está dormindo.
Conhecemos o trabalho da alma, a consciência e a subconsciência. Para o nascido
de novo, o cristão, a alma é a transmissora de todas as impressões ao espírito.
Contudo, o espírito reage como servo do Espírito Santo e como governador da
alma. Ele tem a mente de Cristo e reage espiritualmente, se colocando
ocasionalmente contra a alma. O não do espírito pode permanecer contra o
estímulo psíquico. Isto não significa que o espírito e alma possuam,
automaticamente, simpatia um pelo o outro. A alma, o psique humano, é hábil,
mas o espírito, juntamente com o Espírito Santo, é firme e forte (I Co. 15:58;
Hb. 13:9).
B) A influência do
espírito sobre a alma e o corpo
O espírito constitui o centro do nosso ser. No espírito, estão as
raízes da nossa personalidade, do sentimento, da razão e da vontade.
A tarefa da alma é servir ao espírito como instrumento de expressão.
Assim sendo, uma atitude espiritual é transmitida á alma que, por sua vez,
transmite ao corpo. Isto a torna uma atividade real.
Quando o espírito humano é vivificado pelo Espírito de Deus, ele é
cheio por este e a alma se torna um instrumento maravilhoso das profundidades
da personalidade humana. Contudo, o espírito, que não possui um relacionamento
vivo com Deus, produz frustações e a desmoralização do psique. A alma fica
doente, pois está insatisfeita e desorientada. Logo, há aptia e ambições.
O corpo, com todos os seus membros, constitui apenas o instrumento
do “espírito morto” ou do Espírito Santo, através do espírito vivificado (Rm.
6:19).
Assim, as Sagradas Escrituras confirmam:
-
A boca – (Mt.
12:34-35) – A boca fala do que o coração está cheio.
-
O rosto – (Ex.
34:29) – A pele do seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele.
-
As mãos – (Gn.
48:14) – Israel estendeu a mão direita,... e a mão esquerda... e abençoou. As
mãos são dirigidas pela motivações do coração. Eva pegou a fruta, mas Jacó
abençoou.
Com o novo nascimento, começa o trabalho conjunto do Espírito Santo
com o espírito humano. A vida nova, a vida do espírito, caminha em direção ao
corpo através do psique e faz tudo novo. E é por meio deste processo que se
realiza a obra do Espírito Santo na pessoa.
(Gl. 4:19) – “meus filhos, por quem de novo sofro as
dores de parto, até ser Cristo formado em vós.”
(II Co. 3:19) – “...somos transformados de glória em
glória, na sua própria imagem, como pelo
Senhor, o Espírito.”
Esta transformação à imagem de Cristo, pelo Espírito Santo, se
realiza através do espírito, da alma e, parcialmente, do corpo do cristão
nascido de novo.
A identificação com Cristo é um acontecimento pontual, bem como um
processo limiar. Logo, todo o nosso ser, nossos pensamentos, emoções e decisões
devem ser dirigidos pelo Espírito Santo. Paulo disse:
(Gl. 2:20) – “logo, já não sou em quem vive, mas
Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carme, vivo pela fé no
Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”
Com isso, não é mais a alma e nem o ego, o centro do ser humano, mas
Jesus Cristo.
Samstag, 25. August 2012
Estudo biblico - sobre a COMPREENSÃO DO HOMEM Parte 1
Parte 1
COMPREENSÃO
DO HOMEM
Um Estudo bíblico sobre a Antropologia
Autor: Johannes H.
Klement
Todos os direitos Johannes H. Klement
São Paulo 1998
“Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou”
Gênesis 1:27
INTRODUÇÃO
O conceito que temos do homem
determina toda a nossa vida. A visão que o homem tem de sigo mesmo, estabelece
a ética e os valores do ser humano. Mas parece, que ele não é capaz, estabelecer
esta posição em sigo mesmo. Ele precisa uma referencia. Então ele busca seu
significado no mundo transcendental. Nesta busca de significado o homem
levantou as antigas perguntas do ser humano e com isso as perguntas, que deram
base de toda filosofia. Com isso entramos precisamos observar, que toda
pedagogia, psicologia, sociologia, política, economia e todas as ciências
humanos se baseam no conceito que o homem tem do homem. Este conceito é baseado
na antropologia religiosa
As perguntas, que são a base do estudo são: O que e quem é o ser humano? De onde ele vem?
Para onde vai? Como deve viver? Que relação ele tem com a natureza e como deve
se o ser humano adquiriu a capacidade de pensar. As respostas determinam a vida
das pessoas. O que o homem pensa, ele é.
(Marco Aurélio).
A ciência que estuda o homem recebe
o nome de Antropologia (antropos = homem no grego). A antropologia estuda a
origem do homem, sua natureza e funcionamento, sua cultura e sua sociologia. A
antropologia cristã inclui também o relacionamento entre o homem e Deus, pois,
Deus criou o homem.
A história, através de inúmeras
pesquisas, tentou descobrir a origem do homem, mas não a encontrou. A história
relata muito bem os acontecimentos de 4000 anos antes de Cristo. Não temos
fonte exatas para afirmar o que aconteceu antes e o que se tem são mais
hipóteses do que fatos.
O que é o homem? A esta pergunta,
respondemos conforme as escrituras bíblicas. A Bíblia simplesmente confirma:
Deus criou o homem (Gênesis 1:27)
Só Deus sabe exatamente o que é o
homem, porque foi ele que o fez. Por esta razão, devemos seguir a revelação de
Deus sobre a origem e o fim do homem. Como a Bíblia contém esta informação
sobre o ser humano, é importante estudarmos cuidadosamente as escrituras.
Devemos comparar a revelação divina com os conceitos religiosas sobre o homem.
Quando olho para este mundo e vejo
as maravilhas e as tristesas, é difícil encontrar um conceito aceitável sobre o
“Ser” do homem Ele é amoroso e carinhos, e no mesmo tempo bruto e violento.
Alguns se sacrificam para os outros sacrificam todos para se tirar proveito
próprio. O ser humano é um mistério.
(Dt. 29:29) – “As cousas encobertas
pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a
nossos filhos para sempre. Para que cumpramos todas as palavras desta lei”.
A Bíblia não nos revela todos sobre
a criação, que a nossa curiosidade gostaria de saber, mas revela conhecimentos
reais. Logo, não temos um saber absoluto, mas um de saber verdadeiro.
Não
podemos penetrar nas profundesas do porquê da criação a resposta é a natureza
de Deus. Entretanto, quem é capas de entender explicar Deus?
O fim da criação também é Deus.
(Rm. 11.36) –
“Porque dele por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele, pois, a
glória eternamente. Amém.”
(Cl. 1:16) – “Pois dele foram criadas todas as cousas, nos céus e
sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam, soberanias,
quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.”
A criação é a auto-glorificação do
Deus vivo. Logo, a criação tem sua origem nÊle, bem como seu fim e seu destino.
Ele é alfa e o ômega, o começo e o fim da criação. As virtudes de Deus:
Onisciência, Onipresença e Onipotência, tem sua expressão na criação na matéria
e do espaço, as suas qualidades: Santidade e Amor, necessitavam de uma
personalidade com moralidade livre para ser expressar. Este é o ser é homem.
A Bíblia não é um manual sistemático
de antropologia. Precisamos seguir a revelação de Deus sobre o
homem em todos os 66 livros na Bíblia, a fim de chegarmos a um conceito
equilibrado.
Nosso estudo é baseado nas seguinte
declaração.
(Gn.
2:27) – “ Então formou o /Senhor Deus ao homem do pó da terra ele soprou nas
narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente”.
I
– A ORIGEM DO HOMEM
Conteúdo:
1 – A criação revelada
a)
Relatório da criação.
b)
A criação super natural.
2 – A
criação bíblica em dúvida.
a)
Criação de 6 dias?
b)
Dois relatórios da criação.
c)
O que aconteceu entre Gênesis 1: 1
e 1:2?
3 – A
teoria da evolução.
a)
A teoria do Charles Darwin.
b)
Thomas Huxley e Samuel Wilberforce
c)
Evolução como método de criação.
d)
Evolução: Ciência ou crença?
e)
A ética da evolução.
4 – A
unidade da humanidade
a)
A doutrina bíblica.
b)
As evidências científicas.
5 -
A determinação do homem.
a)
Ao governo.
b)
Vida eterna.
c)
Comunhão.
d)
Amor.
1. A Criação
Revelada
A origem
do homem está ligada a origem do mundo, e a origem do cosmo. A Bíblia
não explica, não faz comentários, ela simplesmente confirma:
(Gn: 1:1) – “No
princípio Deus criou o céu e terra.”
Com isto, é
afirmado que a origem de tudo é Deus. Ele criou o mundo através de Sua palavra.
(Gn 1:3; 1:6 ;
9;11, 14, 20) – “E disse Deus.”
(Jo. 1) –
“No princípio era o verbo (logos), e o verbo (logos) estava com Deus e o
verbo (logos) era Deus, ele estava no princípio com Deus. Todas as cousas foram
feitas por intermédio dele (logos), e sem ele (logos) nada do que foi feito se
fez.”
W. K.
Heisenberg desenvolveu sua teoria de informação, confirmando com isso, que nada
existe sem o fator “I” = Informação. A palavra grega “logos” também pode ser
traduzida por informação, a natureza como um todo, o Universo, revela a ordem
perfeita que une tudo. Em tudo, encontramos “logos”.
(Rm. 4:17)
–“...perante aquele no qual criou, o Deus que o vivifica os mortos e chama à
existência as cousas que não existem”.
a) Relatório da
criação do homem.
A
criação do homem começou com uma declaração de Deus.
(Gn 1:26) – “
Também disse Deus, façamos o homem à nossa imagem, com forme a nossa
semelhança...”
O
homem foi criado por Deus e não surgiu por acaso. Deus o criou no ato de
vontade que o criou a própria imagem. A criação na imagem de Deus é a
qualificação para o relacionamento entre Deus e o homem. O homem tem a
qualificação para a comunhão com Deus.
(Gn
1:26) –“ Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.”
(Gn. 1.27) –“
Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem
e mulher os criou.”
O
homem surgiu de um ato criativo nas mãos do Senhor Deus. Deus mesmo agiu na
criação do ser humano. Não foram os anjos, nem servos de Deus, mas o próprio
Senhor, que é o autor da vida humana. Nosso origem é em Deus, e é Deus!
(Gn 2:27) –“Criou
Deus o Homem”.
(Gn 2.07) – “
Então formou o Senhor Deus ao homem...”
A
Bíblia confirma em muitos trechos que o homem tem a sua origem diretamente com
Deus.
(Gn 5:1-2;Dt. 4:32;
Sl.: 100:3; Mt. 19:4;1 Co. 11.9)
O ser
humano é um milagre criado pelas mãos de Deus. Este fato é totalmente contrário
à teoria da evolução. Não no acaso o homem surgiu, mas num ato amoroso de Deus.
O homem também não tem sua origem num pesadelo de Krishna, como o Hinduismo
ensina, mas numa ação consciente de Deus. O ser humano não saiu de um processo
que um Deus distante iniciou , como os Espiritas e os Muselmanos ensinam, e depois largou, mas num ato carinhoso de formação especial. O
ser humano saiu direito das mãos de Deus.
(Gn. 2:7) –“
...formou o Senhor Deus ao homem do pó
da terra...”
O
relatório da criação confirma que o ser humano faz parte da terra. Ele é, em
sua composição física, idêntico à matéria deste planeta. Deus usou o pó da
terra. Se pesquisamos a composição do ser humano, então descobrimos, que toda
matéria do corpo do homem é Terreste. Eliú, constatou isto diante de Jó.
(Jó 33.6) – “Eis
que diante de Deus sou como tu és., também eu sou formado do barro.”
Que grandeza de
Deus! Ele é o criador! O barro se vivificou. Deus tornou o barra ser o ser
humano. Ele deixou de ser simples substancia cemica. O mesmo Eliú, reconhece
que é muito mais que matéria.
(Jó. 33.4) – “O
espírito de Deus me fez; e o sopro de Todo-Poderoso me dá vida”.
É assim que
encontramos em Gênesis.
(Gn. 2:7)
–“...formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e lhe soprou as narinas
o fôlego da vida...”
Este sopro divino diferencia o homem de um animal. O ser humano tem
a capacidade de estabelecer conscientemente contato com o Senhor Deus. O homem tem conhecimento da existência de
Deus na sua alma. Não existe nenhuma pessoa que não seja religiosa.
De
acordo com o relatório com o relatório bíblico sobre a criação do homem, este
se compões de uma parte material – o corpo é de uma parte não material – o espírito.
Estes dois elementos se unem através da alma.
(Gn. 2:7) –
“...o homem passou a ser alma vivente.”
b) A criação super
natural
Ouvimos
vozes que declaram que o livro de Gênesis não quer dizer nada sobre o modo pelo
qual Deus criou o mundo e sim apenas que Ele o criou. Concordo que a Bíblia não
fala tudo o que eu gostaria de saber, mas ela fornece informações verdadeiras.
A Bíblia fala que Deus criou o Universo, os céus e a terra do “nada”. É um milagre,
uma criação supra-natural. Deus criou o Universo e estabeleceu as leis naturais
que constituem os resultados da criação e não os seus meios de criação ou de implantação.
(Rm. 4:17) –Deus chama à existência coisas que não existem.
(Hb. 11:3)
–“Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de
maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem.”
A Bíblia
também não fala de uma evolução passo a passo e sim de uma ação imediata.
(Sl. 33:9)
–“Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.”
Deus
criou um universo com a aparência de uma certa idade. Mas esta aparência não
revela de fato a idade real.
(Gn.
1:12) –“... e árvores que davam fruto...”
(Gn.
1:27) –homem adulto
O
criador tem a capacidade de fazer, de criar coisas., não fora das leis
naturais, mas sobre as mesmas. Os milagres de Jesus Cristo constituem um
exemplo disso. Ele fez pão sem trigo ( Jo. 6,4-14) o qual passou pelo pelo
processo de semeadura, crescimento, e safra. Este trigo não fui moido, e nuca
passou na mão de um padeiro e também não fui assado. Mas era pão real. Assim
este pão tinha uma aparência de uma certa idade, que na realidade não tinha.
Jesus fez vinho sem uvas (Jo. 2.1-11). A criação é sobrenatural e revela o Deus
Todo-Poderoso.
2. A criação
bíblica em dúvida
O
relato da Bíblia não é a única explicação para o surgimento do mundo. Todas as
religiões tem uma explicação sobre o origem do mundo. Então o relato bíblico é
colocado em duvida.
Nos
últimos tempos, foram feitas muitas críticas em relação e criação bíblica. A
teoria da evolução é atualmente a explicação sobre a existência do mundo reconhecida pelos muitos cientistas. Com
isso, a declaração de que o homem tem sua origem em Deus é negada. O próprio
relatório de criação levanta certas perguntas.
A) Criação em 6
dias?
A fim de unir a teoria da evolução com a
da criação, alguns teólogos dizem que os dias da criação (Gn. 1) são os
períodos da evolução. Não é a exegese que exige esta explicação, mas o
preconceito de que o universo saiu da evolução.
a)
A expressão:
(Gn. 1:5) – Houve tarde e manhã , o
primeiro dia não indica períodos e sim um dia normal.
b)
(II Pe. 3:8)
–“... para com o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia.”
Este
versículo não indica que Deus usou períodos na criação. Ao invés de usar este
versículo para confirmar que Deus chama de mil anos um dia, podemos dizer, o
que é hermeneuticamente mais correto, que deus faz num dia o trabalho de mil
anos.
c)
Com a criação do
Sol, da Lua e das estrelas apenas no quarto dia, surgem um bocado de perguntas:
Se o Sol só foi
criado no 4º dia, o que era o dia antes?
Sem o Sol, não
há vida, não há plantas, as quais foram criadas no 3º dia.
O que é a luz do
1º dia?
Isso não quer
dizer que a expressão dia indique um período de milhares de anos.
(Gn. 1:16) –“Fez Deus os dois grandes
luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez
também as estrelas.”
-
o luzeiro que
governa o dia – ..o Sol
-
o luzeiro que
governa a noite – a Lua
Se a expressão dia fosse um período de muitos anos, a vida na terra
não teria as mínimas condições de sobrevivência.
Assim como a hermenêutica exige que usemos num trecho, a mesma
expressão com o mesmo sentido, o dia de Gênesis 1 é realmente um dia.
d)
O Velho
Testamento e o mandamento do Sábado indicam os 6 dias reais.
Precisamos reconhecer que o relatório bíblico não indica a teoria de
uma criação em períodos.
B) Dois relatórios
de criação?
Alguns teólogos falam em dois relatórios de criação do homem. Um em
Gênesis 1:26-31 e o outro em Gênesis 2:7-25. Com isto declaram que não são
revelações do Espírito Santo, mas lendas dos antigos homens com uma origem
diferente, que foram reunidas na Bíblia.
Podemos responder a isto, afirmando que não é preciso consultar duas
fontes distintas para ter estes dois relatórios de criação do homem.
a) Na literatura hebraica, é comum (típico) o autor
escrever em círculo ao objeto principal de sua redação. Em Gênesis 1, ele
enfatiza o fato de Deus Ter criado o homem à sua imagem. Trata-se do
relacionamento Deus-homem.
b) Em Gênesis 2:7-17, ele enfatiza o fato do homem Ter
sua origem na terra e viver nela. Tratar-se do relacionamento natureza-homem.
c) Em Gênesis 2:18-25, ele destaca o fato do homem viver
com outros seres de outras espécies, animais, e da própria espécie, os homens.
Trata-se do relacionamento animais-homem e homens-homens.
Assim, Gênesis 1 e 2 se complementam ao invés de se contradizerem.
Podemos dizer ainda que Gênesis 1 nos fornece um panorama da criação. Como numa
foto, nos aproximamos do objeto mais interessante, como num foco, o qual é o
homem.
(Gn. 1:1) –“No princípio criou Deus os céus e a
terra.”
(Gn. 1:2) –“A terra era sem forma e vazia.”
A palavra “era” também pode
ser traduzida por “tornou-se”. As palavras hebraicas “tohu” e ‘ bohu”, sem
forma e vazia, são interpretadas de duas maneiras:
1.
como estado
original da matéria-prima
2.
como estado
destruído de um original
A teologia que se baseia na Segunda
interpretação, afirma que deus criou os céus e a terra. Depois Lúcifer
se rebelou contra Deus. Na sal queda, a terra foi destruída. Assim, os dias da
criação tornaram –se dias de reforma da terra, a qual tem uma idade bem mais
avançada.
Concluindo, devemos dizer que os 6 dias da criação não incluem a
formação o globo, mas a organização e a formação da superfície e da vida na
terra, já existente. Fica como pergunta: Trata-se de uma formação ou de uma
reforma?
3 - A teoria da Evolução
A fim de explicar a existência do mundo, pessoas, que negaram a sua
origem pela criação, desenvolveram a teoria dos evolução dos seres.
A) A teoria de Charles Robert Darwin
Charles R . Darwin ( 1809)-1882), um biólogo inglês, escreveu em
4.11.1859, uma tese sobre “A origem das espécies”. A doutrina básica é a de que
tudo que existe se desenvolveu à partir
de si próprio, por meio da evolução. Através de um encontro ocasional de
elementos cósmicos, moléculas não viventes transformaram em moléculas viventes.
Isto aconteceu em etapas. Depois das primeiras células, surgiram os organismos
mais complexos. Através da seleção natural, os seres, mais fortes eliminaram os
mais fracos e assim, a vida se desenvolveu positivamente.
Essa teoria nega Deus como criador.
O “caos”, a desordem criou a ordem, ao invés de “logos”, a ordem Ter criado o
“caos”.
O livro de Darwin cita mais de 800
frases como: “Podemos supor” ou “E de supor.”. Sua teoria se baseia totalmente
em suposições.
B) Thomas Huxly e Samuel Wilberforce
No ano de 1960, na Universidade Oxford, Inglaterra, 2 cientistas,
Thomas Henry Huxly (4.5.1925 –
29.6.1995) realizaram um debate
científico. Huxley defendeu a teoria da evolução elaborada por Darwin. Enquanto
Wilberforce se baseou na criação. Wilberforce perdeu. A partir deste debate, a
teoria da evolução começou a ser cientificamente reconhecida. Quem quisesse ser
cientista, só seria reconhecido se seguisse a teoria da evolução. O argumento
com que Huxley venceu Wilberforce foi o seguinte: “Suponhamos que temos 10
macacos de 10 máquinas de escrever, mais papel infinito e tempo infinito. Os
macacos escreveriam nas máquinas, sem lógica. Qual a probalidade de aparecer
nestes escritos, trechos tais, como a oração do Senhor ou o Salmo 23? No
cálculo da probalidade, sempre que o infinito é incluído, o resultado é 1.
Wilberforce não sabia responder a este exemplo que queria provar que o caos
cria o lobos e a desordem, a ordem.
Doutor Athur Ernest Wilder-Smith
refutou a argumentação de Huxley. A escrita de uma máquina é
irreverssível. Com isso, a máquina de escrever era a ordem, o logos, que deu a
probalidade a estas escritas.
Suponhamos que temos máquinas de escrever reversíveis. A probalidade
de nada sair escrito é 1.
Embora a argumentação de Huxley fosse fundado, ele ganhou o debate
de Oxford. (1860). Com isso, a teoria da evolução se espalhou pelo mundo
inteiro. Hoje, esta teoria é ensinada a
quase todas as crianças do mundo, como fato científico.
C) Evolução como um método de criação
Para unir a teoria da evolução, cientificamente reconhecida, com a
fé cristã, alguns teólogos argumentaram que Deus usou a evolução como método de
criação. Esta argumentação levanta mais perguntas do que as responde:
a)
se o acaso é
direcionado, não é mais acaso.
b) A teoria da evolução quer explicar o mundo,
excluindo a existência de Deus. Assim, a teoria da evolução e da criação se
contradizer em seu ponto de partida. Tese e antítese não unem tão facilmente
numa síntese.
c) A revelação do caráter de Deus em Cristo é
absolutamente contrária ao princípio da seleção natural. Ele, mais forte não
rejeitou e desprezou o fraco. Deus cuida dos fracos.
d) O ensino bíblico da vida segundo o propósito de
Deus é o amor. O forte deve suportar e ajudar o fraco e não eliminá-lo. Isso é
totalmente contrário a existência da seleção natural.
e) Viver conforme os princípios da seleção natural
não é natural, é contra o propósito de Deus e é pecado.
D)
A evolução é ciência
ou crença?
Como vimos, a teoria da evolução não é baseada em fatos científicos,
mas em suposições. Em seus desenvolvimento, esta mesma teoria se contradiz. Até
hoje, a sua veracidade nunca foi provado. No tempo de Darwin, aceitar a teoria
da evolução era um ato de fé, precedido de uma tentativa de veracidade. Com
isso, esta teoria perde qualificação de resultado do trabalho científico.
A cor dos óculos que uso determina a cor de tudo que vejo. Se creio
que Deus criou o mundo, contra argumentos para provar o que creio. Se creio que
o acaso criou o mundo, também encontro argumentos. Entretanto, em ambos os
casos, estes argumentos não provam cientificamente a origem do mundo.
Perguntas da teoria da
evolução:
a)
A teoria da
evolução é baseada no processo positivo do desenvolvimento. Como pode se
explicar que na realidade do Cosmo, acontece o contrária? A 2ª lei de termo dinâmica diz: “A entropia
aumenta.”
b)
Segundo o
cientista Heisenberg, do mundo nada existe sem o fator I = Informação. Como podemos encontrar o logos
em tudo, seus caos o criador de tudo?
c)
Porque a
realização do princípio da seleção natural, dentro de uma sociedade, extermina
a mesma?
d)
A anarquia nunca
contribuiu nada. O caos é sempre destrutivo. Como o caos pode criar algo
positivo?
e)
De onde vem a
consciência moral dos homens?
f)
Porque a raça
humana mostra todas as características de degeneração, apesar de passados por
um desenvolvimento técnico?
g)
De acordo com a
seleção natural, para que aconteça uma evolução positiva do nada ao ser humano,
muito tempo é necessário, mais do que temos na história do Cosmo e da terra.
Como se explica isso?
h)
Segundo a
arqueologia e pesquisas científicas, foi historicamente provado que a raça
humanada (a zivilisacao) existe há apenas 10.000 anos. Como isso se explica?
Poderíamos fazer muitas outras perguntas, mas estas, não são
suficientes para provar que a teoria não passa de uma crença que nega que Deus,
a inteligência que criou o universo.
. E) A ética da evolução.
Qual é a ética que nasce nesta crença?
Se estudarmos bem o nazismo e a destruição ocorrida durante a
Segunda guerra mundial descobriremos em sua base filosófica a teoria da
evolução, a ética da seleção natural é a lei do mais forte. Que tem o poder e tem a razão.
“O homem não passa de um erro da natureza que surgiu do acaso, sem
sentido e sem propósito neste mundo.”
(Jaques Monod).
A lei do mais forte, juntamente com a falta total de valores, cria a
anarquia e eleve o indivíduo `a uma
frustração absoluta a evolução leva o ser humano onde não há saída.
A tentativa de valorizar a natureza e o homem é destinado ao
fracasso, pois o acaso e o caos jamais podem estabelecer valores.
Porque o homem forte não pode usar sua força contra
o fraco.
Porque o rico não deve usar seu poder para explorar
o pobre?
Porque o inteligente não pode usar sua inteligência
para sujeitar o bobo?
Se seguirmos a teoria da evolução, isto não só será permitido como
também necessário. Isto levaria à catástrofe da humanidade. Porque não? Se
colocarmos todos os mísseis atômicos em posição e acabarmos de uma vez por todas com o erro da
evolução – a raça humana, a paz voltará ao universo.
Conclusão: A ética da evolução não construiu mas destruiu a humanidade. Muitos
dos conflitos da sociedade e entre as nações, tem sua fonte aqui. A concepção
que temos do ser humano baseado na sua origem, determina nosso comportamento
pessoal, social e político.
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